segunda-feira, 18 de julho de 2016

TV BAIXA GASTRONOMIA - TEMPORADA 01 / EPISÓDIO 03

No terceiro episódio da primeira temporada da TV Baixa Gastronomia, vou levar vocês a um simpático bar, que funciona num quintal com jabuticabeira. 

O mais legal é que lá é servido um bolinho de arroz com jiló espetacular. 

Proprietário da casa, Olívio Cardoso vai contar alguns segredos de uma das receitas de boteco mais incríveis que conheço, que se tornou carro-chefe do Bar Estabelecimento

Você quer ver? Eu sei que vocês vão pirar!

Então vem comigo. Porque  vou te fazer feliz. Eu garanto!

*Este programa é dedicado aos amigos vegetarianos. 


TRILHA SONORA: A trilha sonora deste episódio fica por conta da banda Cálix. 

Com mais de 15 anos de estrada, o grupo já lançou três discos e um DVD, gravado ao vivo no Palácio das Artes. No dia 23 de julho, o Cálix lança seu quarto álbum, "Caminhante", no Teatro Bradesco. 

Conheça o trabalho do Cálix: http://www.calix.com.br/


PRODUÇÃO: Della Prod (http://www.dellaprod.com.br/


quinta-feira, 14 de julho de 2016

TV BAIXA GASTRONOMIA - TEMPORADA 01 / EPISÓDIO 02

No segundo episódio da TV Baixa Gastronomia, vamos até o histórico Café Palhares, no centro de Belo Horizonte, para mostrar o kaol, prato mais icônico da cidade.

Ele foi batizado pelo jornalista e compositor Rômulo Paes, com as iniciais de cachaça, arroz, ovo e linguiça. Cachaça com "K" mesmo, para dar mais pompa ao prato.

Fundado há 78 anos, o Café Palhares resistiu a todos os modismos gastronômicos com uma dignidade que merece aplausos.

E você, é de Belo Horizonte e nunca ouviu falar do kaol? Então pergunte ao seu pai, ao seu tio ou mesmo à sua avó, porque, com certeza, algum deles conhece este prato.


TRILHA SONORA: A trilha sonora deste episódio fica por conta do músico e compositor Borba, com canções de seu primeiro disco solo, "Retrofuturo", lançado no final de 2014.

Conhecido por acompanhar artistas como Fernanda Takai e Marina Machado, Borba assume a liderança em canções com pegada folk, mas sem deixar de lado diversas vertentes, como o rockabilly e o country estadunidense, com um toque de contemporaneidade e de brasilidade, com letras influenciadas pela MPB.

Conheça o trabalho do Borba: facebook.com/borbaonline


PRODUÇÃO: Della Prod (http://www.dellaprod.com.br/)


quinta-feira, 30 de junho de 2016

TV BAIXA GASTRONOMIA - TEMPORADA 01 / EPISÓDIO 01

Neste primeiro episódio da TV Baixa Gastronomia vamos falar de um dos meus petiscos favoritos: almôndegas. Sim, almôndegas! Uma clássica comida de boteco. E, no Bar do João, é possível encontrar, às quintas-feiras, uma ótima bolota de carne recheada com azeitona verde sem caroço e coberta por molho de tomates. 

As almôndegas ficam à espera dos clientes dentro da gloriosa estufa, lado a lado com outras carnes, friturinhas, queijos e frios. 

Por isso mesmo, dei uma volta pelo boteco mais clássico da região da Savassi para saber mais a respeito desta antiga e atualmente rara tradição da estufa e, claro, para experimentar algumas almôndegas. 

Também bati um papo com o proprietário, João Pimenta, a respeito do bar, reduto de roqueiros, de estudantes e de jornalistas nos últimos 30 anos. 

Espero que vocês se divirtam tanto quanto eu me diverti. 

Vida longa ao Bar do João e à tradição da estufa!


TRILHA SONORA: A trilha sonora deste episódio fica por conta da banda belo-horizontina Monocine. 

O promissor quarteto foi formado em 2014 e, em 2015, lançou seu primeiro trabalho, intitulado "Tão Deserto Quanto Eu" e tido como um álbum forte, verdadeiro e, principalmente, vivo, em que arranjos e letras estão para a música como a alma está para o corpo. 

Conheça a Monocine: http://www.monocine.com.br/ 


quinta-feira, 9 de junho de 2016

PROGRAMA BAIXA GASTRONOMIA POR NENEL TEM DATA DE ESTREIA CONFIRMADA



Nosso querido projeto "TV Baixa Gastronomia" estreia hoje, dia 9 de junho, no Youtube.

Serão 10 episódios, em que levarei vocês a lugares que honram a baixa gastronomia belo-horizontina. Sempre com bom-humor, mas sem deixar de lado as críticas apimentadas às modinhas gastronômicas e à onda de gourmetização, é claro.

Este projeto não seria possível sem a decisiva participação do meu amigo Fábio Della, que comprou esta briga comigo e que filmou, editou, selecionou as canções das trilhas sonoras e, como talentoso músico que é, compôs a divertida trilha de abertura e encerramento do programa.

Por falar em trilhas sonoras, elas são um chamariz da TV Baixa Gastronomia. A cada programa, um artista ou banda, local e com trabalho autoral, fica por conta da união perfeita entre música e vídeo.

Deixo aqui o meu muito obrigado a todos os músicos, bandas e artistas que, gentilmente, cederam suas canções para enriquecer o nosso trabalho.

Agradeço também aos proprietários e funcionários dos estabelecimentos, que nunca hesitaram em abrir suas portas para a gente. Também a todos que aparecem e que dão seus depoimentos nos vídeos, como os clientes destes negócios, por exemplo.

Sou muito grato também a todos vocês, amigos, leitores e seguidores, que sempre deram força aqui no blog e também nas redes sociais, comentando, compartilhando e dando dicas de lugares bacanas. Vocês são demais!!!

A TV Baixa Gastronomia tem a intenção de valorizar nossas raízes, com foco na comida, mas também na tradição boêmia e botequeira da nossa cidade, mostrando pessoas como nós. Normais. Sem endeusamento.

Fizemos tudo sem patrocínio ou apoio financeiro algum. Mas com muito amor pela causa.

Então é isso! Um abraço a todos.


quinta-feira, 2 de junho de 2016

BAIXA GASTRONOMIA POR NENEL NO YOUTUBE



É com enorme prazer que anunciamos que o Baixa Gastronomia por Nenel agora tem um canal no Youtube. 

Desde a criação deste blog, há quase sete anos, muita coisa aconteceu. 

Andamos por Belo Horizonte em busca de comidas altamente saborosas, bem servidas e com custo / benefício vantajoso. 

Viagens foram inúmeras. Sempre em busca de bares, botequins, biroscas e restaurantes clássicos pelo Brasil e por alguns países vizinhos. 

Recebemos centenas de milhares de visitas e, agora, partimos para mais esta saborosa e etílica aventura. 

Venha conosco e seja feliz!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

"Uvita, tango e candombe" (Baar Fun Fun - Montevidéu, Uruguai)



Toda cidade grande do mundo possui pelo menos um lugar sagrado, cuja visita se torna obrigatória, seja para os moradores locais ou para os turistas. 

Em Montevidéu existe um lugar assim, e, como se não bastasse, ele ainda oferece uma bebida muita famosa criada no próprio local: a uvita. 

O Baar Fun Fun (pronuncia-se funfun) tem muita história. Fundado em 1895, já recebeu ilustres visitantes. Os gênios do tango Carlos Gardel e Astor Piazzolla passaram por lá. Assim como o ator Danny Glover, o músico Bryan Adams e a presidente do Chile, Michelle Bachelet, entre outros. 

Funcionando ininterruptamente desde então, tem as paredes decoradas com quadros, fotos, reportagens sobre o local, cartazes e centenas de flâmulas e camisas de times de futebol, doadas por clientes de diversas partes do mundo. 



Não há programa melhor para um sábado à noite em Montevidéu do que visitar o Fun Fun e se divertir com o melhor do tango e do delicioso candombe, a salsa afro-uruguaia. 

É aconselhável fazer reserva, mas chegando antes das 22 horas é possível conseguir uma mesa. 

O ingresso, que custa 160 pesos uruguaios (R$19,50) às terças e quartas, e 190 pesos (R$23) de quinta a sábado, deve ser pago na entrada e em dinheiro. Ele dá direito a um ticket que vale uma uvita. 



Uvita é a emblemática e adocicada bebida criada no Fun Fun. Só existe por lá e, inclusive, foi patenteada. 

Sua composição é misteriosa. Sabe-se apenas que é à base de vermute. É servida gelada e lembra um licor. É doce, apesar de ser menos do que eu imaginava. Uma ou duas doses bastam. É gostosa e remete a morango. Cada dose vale 60 pesos (R$7,30). 



Boa opção para seguir a noite é a cerveja Patrícia, envasada em garrafa de 600ml, a 155 pesos uruguaios (R$18,90) cada. 

Para comer, o cardápio, disponível em português, oferece picadas (petiscos), pizzetas e cambalaches (sanduíches, pratos com massas ou carnes, pasteizinhos e nuggets). 

Entre as picadas, a piazolla - em homenagem a um dos papas do tango - chama atenção. Biscoitos, pão, pimentinha, queijo, nuggets de frango, misto quente, longaniza (embutido espanhol), batatas fritas e três rolinhos primavera compõem a porção, que custa 390 pesos (R$47,50). 



A ótima longaniza lembra um salame de gosto bem forte. O queijo é um parmesão fresco, e a ideia do mini misto quente é genial. O saboroso pão que acompanha a porção chega quentinho à mesa. Molho tártaro acompanha os nuggets. 





São cinco apresentações durante a noite. Todas excelentes. Na primeira, dois exímios dançarinos de tango deixam os clientes embasbacados. O segundo set é formado por dois ótimos músicos - um violonista e um bandoneonista - que tocam tango instrumental. 







O terceiro show é com os dois músicos veteranos da parte instrumental, só que acompanhados por um cantor dotado de um vozeirão, com cara de charlatão, sedutor e 171. Ele quase chora durante as canções mais tristes e troca olhares com senhoras que estão nas mesas. Um dos pontos altos é o clássico de Gardel, "Por Una Cabeza", que tem o refrão cantando em couro pelo público. 





Na quarta parte os dançarinos voltam. Vale ressaltar que na parte deles a música é mecânica, pois o palco é muito pequeno e não há lugar para músicos e bailarinos ao mesmo tempo. 



E, para fechar com chave de ouro, um empolgante e espetacular trio de candombe sobe ao palco. É aí que todos se levantam, em especial os casais da velha guarda. Eles dançam sem parar até altas horas. 





O candombe nasceu da mistura de ritmos africanos com sonoridades europeias. 

Entre um show e outro, cai bem uma pizzeta. Razoável, ela serve duas pessoas. A "el día que me quieras" homenageia uma canção de Gardel e leva molho de tomate, bacon e muçarela. Custa 220 pesos uruguaios (R$27). 

O Baar Fun Fun mudou-se em 2014 para o seu endereço atual, mas deve voltar em 2017 para o Mercado Central da Cidade Velha (não confunda com Mercado del Puerto), que está em reformas. 

O atual proprietário do boliche (bar com música, em castelhano) é Gonzalo Acosta López, bisneto do fundador, Augusto López. 



Funciona de terça a sábado, a partir das 20 horas. Cobra serviço (10%). Não trabalha com cartões de crédito e de débito mas aceita real como forma de pagamento. 

Apesar de turístico, o Fun Fun soa autêntico e tem um astral maravilhoso. 

Ah, e reza a lenda que Carlos Gardel cantou por lá. E só isso já valeria a visita. 





BAAR FUN FUN
Calle Soriano, 922 (esquina com Convención)
Montevidéu (Uruguai)
Tel: (+598) 2904-4859
http://www.barfunfun.com/

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Cerveja gelada e embriaguez" (Los Pinguinos; Mercado del Puerto - Montevidéu, Uruguai)



Imagine um local super turístico que reúne bares e restaurantes mas que abriga, ao lado de sua entrada principal, sem chamar muita atenção, um antigo boteco no melhor estilo "copo sujo", frequentado apenas por locais. 

Assim é o Los Pinguinos, no sensacional Mercado del Puerto, em Montevidéu. O bar oferece apenas cervejas e bebidas destiladas. Quem quiser comer deve ir a algum restaurante nos arredores. O maravilhoso Estancia del Puerto, por exemplo, fica a cerca de 10 metros do balcão do bodegón

De dentro da potente e antiga geladeira, toda em madeira, saem cervejas bem geladas, ao contrário da maioria dos bares da cidade, onde a loura é servida fria. 



A tradicional cerveja uruguaia da marca Pilsen, em garrafa de um litro, custa 140 pesos (R$17). 





Não há mesas no local, e no balcão ficam alguns músicos de idade avançada, que tocam seus violões no mercado e gastam no bar as gorjetas dadas pelos turistas. Mulheres maduras e sedutoras dividem com eles o balcão, além de alguns jovens que se embebedam por ali. 



Aliás, a sensação que dá é de que todos estão embriagados, ou borrachos, como ele dizem. A exceção fica por conta do proprietário, um senhor de cara fechada e de pouco papo. 



Pôsteres da gloriosa seleção uruguaia de futebol enfeitam o decadente lugar, que já se tornou querido graças à sua atmosfera alegre e sem qualquer frescura. 



Com 80 anos de tradição, Los Pinguinos já até apareceu em letra de música, mas, infelizmente, foi colocado à venda pela justiça uruguaia. 





O local não abre aos domingos e será saudosamente lembrado como o lugar onde me embriaguei numa agradável tarde ensolarada de sábado. 



LOS PINGUINOS
Mercado del Puerto (entrando pela Peatonal Pérez Castellanos, é o primeiro local à esquerda) - Ciudad Vieja
Montevidéu (Uruguai)