sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

"Pastel de camarão" (Restaurante Sambaqui - Florianópolis, SC)



Não é em qualquer esquina que se acha um bom pastel de camarão, infelizmente. 

Em boa parte das lanchonetes, pastelarias e restaurantes, é comum encontrarmos massas recheadas apenas com o creme do crustáceo, e olhe lá. 

Mas em Florianópolis o assunto é levado a sério. 

A capital catarinense tem boas opções de acepipes e de pratos em que o camarão é a grande estrela

E quem, em sã consciência, resiste a um bom pastelzinho acompanhado de uma loura gelada?



No Restaurante Sambaqui, localizado no bairro homônimo, o petisco tem massa caseira que se destaca por ser sequinha e crocante.





O recheio é repleto de camarões médios. Isso quer dizer que a cada mordida o paladar é agraciado com um bom naco de sua saborosa carne, temperada apenas com pedacinhos de salsinha e de tomate. E nada mais. 







Cada pastel, de tamanho médio, custa R$5, e comer um só é quase impossível. 






Para acompanhar, são boas opções as cervejas em garrafas de 600ml. 

Original e Bohemia saem por R$9 cada uma. Skol e Brahma valem R$8 a unidade, e a boa Sul-Americana, envasada em garrafa de um litro, custa R$18.





Sambaqui também é o nome de uma praia de Florianópolis.





Juntamente com o bairro vizinho, Santo Antônio de Lisboa, foi o lugar escolhido pelos primeiros imigrantes açorianos para fixar residência na ilha, em meados do século XVIII.





Vale a pena passar uma tarde beliscando e bebericando sentado na varanda ou nos bancos fixos do outro lado da rua do simples restaurante, de frente para o mar tranquilo da baía norte de Floripa. 





O Restaurante Sambaqui aceita cartões de débito e de crédito e funciona de terça a domingo, das 10 da manhã às 11 da noite.



Cerveja gelada, ótimos pasteizinhos de camarão e vista deslumbrante. Alguém precisa de mais alguma coisa para ser feliz?



RESTAURANTE SAMBAQUI
Rua Gilson da Costa Xavier, 1520 - Sambaqui 
Florianópolis (SC)
Tel: (48) 3235-1034

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"Tutu bola" (Patorroco - Belo Horizonte, MG)



Bolinhos salgados, fritos e recheados para acompanhar o chope ou a cerveja gelada são muito tradicionais no Rio de Janeiro. 

Na Cidade Maravilhosa é fácil encontrar versões recheadas com camarão e até com feijoada

Em Belo Horizonte os mais comuns são os de bacalhau e de feijão. Este último, inclusive, anda sumido dos cardápios dos botecos. 

Eis que Marcos Proença, conhecido como Patorroco e dono do bar que leva o seu apelido, teve a excelente ideia de fazer um bolinho recheado com tutu de feijão. 



Mais mineiro do que isso, impossível. 

Batizado de tutu bola, trata-se de um bolinho de tutu recheado com filé suíno e couve, coberto com crocância de torresmo e acompanhado de molho picante. 



A porção custa R$21 e vem com 10 unidades. A meia-porção sai por R$13.



São três camadas de puro sabor. 

A crocância dos minúsculos pedaços de torresmo é seguida pela densidade do tutu. A terceira sensação se dá pela maciez da carne de porco aliada à sutileza da couve rasgada. 



O tutu tem textura mais grossa - sem ser grosseiro - justamente para não escorrer e também para dar firmeza ao bolinho. 



Vale destacar que a ideia da casquinha de torresmo é genial. E no centro de tudo: a idolatrada carne de porco.





Mesmo com os ótimos ingredientes do recheio - couve e filé suíno -, o feijão transformado em tutu não deixa de ser a estrela do prato. 



Outra grande ideia é o molho picante à base de tomates que acompanha o petisco. 



Afinal, um tutu à mineira que se preze deve ser regado com um bom molho de tomates. 



Imagino que pequenos pedaços de ovo cozido cairiam bem no criativo e delicioso tutu bola. 

Para acompanhar, vá de Antarctica Original (R$8,95) ou de chope Krug Bier (R$4,90 a tulipa). 

Há pouco mais de seis meses o bar foi ampliado e agora comporta 200 pessoas, que lotam as mesas internas e da calçada em busca dos petiscos que ganharam fama desde a inauguração, em 2003.



De lá pra cá, o Patorroco foi bicampeão do festival Comida di Buteco - em 2012 e 2013 - e venceu o prêmio de melhor cozinha pela revista Veja BH Edição Comer e Beber 2013.

As formas de pagamento são dinheiro e cartão de débito. 

O funcionamento é de segunda a sexta, das 17 horas à meia-noite, e aos sábados, de meio-dia às 23 horas. 

Eis um bolinho que não deixa nada a dever aos mais famosos do Rio de Janeiro. 

Aliás, o tutu bola também poderia se chamar alegria. Simplesmente alegria. 



PATORROCO
Rua Turquesa, 865 - Prado
Belo Horizonte, MG
Tel: (31) 3372-6293

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Esfiha de carne" (Pizzaria Guarani - Belo Horizonte, MG)



Imagine uma esfiha bem grande, com cerca de 500 gramas, com muito recheio e que custe apenas R$5. 

Adicione uma dose cavalar de sabor e você terá a esfiha fechada de carne da Pizzaria Guarani, localizada no bairro homônimo, na região norte de Belo Horizonte. 

De tão grande, ela é servida no prato, acompanhada de garfo, faca e dois sachês de catchup. 

Dispense os talheres e o molho adocicado de tomates, que a quase tudo estraga, e coma com as mãos, pois é sempre mais divertido. 



A ótima esfiha vale como uma refeição, graças à quantidade de carne presente no recheio. 



Molhadinha e bem temperada, ela divide espaço com pedacinhos de tomate, pimentão verde e cebola. 

A carne moída é prensada, e lembra um hambúrguer. 



De acordo com os amigos do blog "2 by Food", a carne é colocada ainda crua no interior da massa e assa por inteiro no forno. 



Massa esta que é um capítulo à parte. Ela é leve, aerada, macia e saborosa, e ainda absorve bem a umidade do recheio. 

É uma esfiha abrasileirada, que não leva hortelã, tahine ou pimenta síria na receita, e que por isso mesmo agrada aos mais diversos paladares.





A chegar à pizzaria, o cliente deve ir ao caixa para fazer o seu pedido e para pagar. Ele recebe uma senha e espera ser chamado pelo número por um dos vários atendentes que trabalham na casa, que não conta com garçons. 



Do longo balcão saem centenas de esfihas a cada hora, e, graças ao grande giro de clientes, elas estão sempre novas. 



O atendimento é eficiente, mesmo com o local abarrotado de pessoas em busca de bons salgados. 



Apesar de ser uma pizzaria, a esfiha de carne (R$5) é o carro-chefe da casa, seguida pelo chamativo enrolado de presunto e queijo (R$5,50), que também é enorme. 

As pizzas são bonitas e a fatia sai a R$5.

Boa pedida para acompanhar é a clássica Coca-Cola KS, aquela envasada em garrafinha de 290ml e que custa R$2,50.

A Guarani é uma daquelas simples e despretensiosas pizzarias de bairro. O importante ali é comer bem e pagar pouco. 



Aceita cartões de débito e de crédito e funciona de segunda a segunda, 24 horas por dia. 

Vale a pena se deleitar com a farta esfiha de carne da Pizzaria Guarani. 

Mas vá à unidade clássica, no bairro que dá nome a ela, pois a filial tem jeitão de restaurante e não conta com um balcão tão lindo quanto o da matriz. 



PIZZARIA GUARANI 
Avenida Waldomiro Lobo, 1180 - Guarani 
Belo Horizonte (MG)
Tel: (31) 3408-0000

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"Rabanada real" (Confeitaria Colombo - Rio de Janeiro, RJ)



Numa época em que sorveterias de Belo Horizonte cobram R$80 no quilo do doce, ou que um pedaço de torta nem tão caprichado vale R$10, pagar menos de R$20 numa sobremesa que serve duas pessoas não assusta muito. 

Ainda mais se ela for deliciosa e servida num local cheio de história, que existe há 120 anos. 

Pois bem, a rabanada real é o carro-chefe da Confeitaria Colombo, casa no centro histórico do Rio de Janeiro, inaugurada em 1894. 

Cerca de 3 mil pessoas visitam o local todos os dias, seja para almoçar, para tomar o chá da tarde ou para fazer um lanche. 

Mas são os doces que chamam a atenção, afinal, trata-se de uma confeitaria. 

A tradicional rabanada real se destaca. Além do sabor, ela nos remete a tempos de outrora, bem anteriores às modinhas de cupcakes, naked cakes etc. 



Trata-se de uma farta rabanada quente, servida com sorvete de baunilha, calda de vinho do Porto e passas. A cobertura leva um chantilly feito na casa, de comer de joelhos. Sobre ele, uma cereja, como antigamente. 

A rabanada é preparada com perfeição, e a união da calda quente com o sorvete gelado presenteia o paladar com prazerosa sensação.

O chantilly é leve, delicado e não muito doce. A doçura do sorvete também é equilibrada. 

Custa R$19,50 e serve facilmente duas pessoas que já tenham comido algo antes do doce.



O cardápio ainda oferece diversas opções de doces, salgados, sanduíches, omeletes e pratos principais. O almoço é servido no segundo andar. 



Boa pedida é o gigantesco camarão empanado recheado com queijo cremoso. 

Robusto, o crustáceo é cozido e tem cerca de 150 gramas. Custa R$22 e vale como uma refeição. 



A Confeitaria Colombo aceita cartões de débito e de crédito e funciona de segunda a sexta, das 9h às 20h. Nos sábados e feriados fecha às 17 horas. 

Vale a pena percorrer a decoração art nouveau, com espelhos belgas, móveis de jacarandá e balcões em mármore italiano, sem que para isso precise deixar a chave do seu apartamento para pagar a conta. 



Se encaixa no termo baixa gastronomia e na linha editorial do blog? Definitivamente, não. 

Mas o custo-benefício desta deliciosa sobremesa joga para o alto todos os princípios deste que vos escreve. Afinal, lugares como este estão acima de conceitos A ou B. 

Não é à toa que a Confeitaria Colombo faz parte do Patrimônio Histórico e Artístico do Rio de Janeiro como símbolo máximo do que representou a belle époque na cidade. 

Fica a dica de um lugar que vale a visita. 



CONFEITARIA COLOMBO
Rua Gonçalves Dias, 32 - Centro
Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2505-1500


*Créditos das fotos: 
Foto 1: Divulgação
Foto 4: Divulgação
Foto 6: Site Confeitaria Colombo
Foto 7: Pepe Schettino